A lâmpada de arco carbono

  Precursora das lâmpadas de descarga, as lâmpadas de arco carbono, consistem de duas barras de carbono separadas por uma pequena distância que podem ou não ser protegidas por um globo de vidro. A primeira lâmpada de arco carbono foi desenvolvida por Humphry Davy por volta de 1807 sendo provavelmente a mais antiga lâmpada elétrica que se conhece.
  Embora tenha surgido em 1807, foi somente por volta de 1870 que a lâmpada de arco carbono se tornou viável comercialmente, já que inicialmente a energia produzida para tais lâmpadas era provenientes de baterias, que eram extremamente caras pesadas e pouco confiáveis, assim sendo, era quase inviável difundir esta tecnologia de forma ampla, fato que veio a mudar radicalmente com a invenção do dínamo de Gramme por volta de 1869.
  Podemos citar alguns dados históricos relacionados a criação deste tipo de lâmpada, dentre os quais relacionamos:

  •   Seu primeiro uso nos Estados Unidos se deu por volta de 29/04/1879, em Cleveland Ohio. O modelo utilizado foi desenvolvido por Charles Francis Brush, e foi considerado devido ao conjunto lâmpada/dínamo como sendo o melhor dentre diversos outros modelos apresentados por outros inventores naquele tempo;
  •   A criação deste tipo de lâmpada, reduziu sensivelmente a matança de baleias, já que antes deste tipo de lâmpada ser utilizada na iluminação de ruas e grandes áreas, haviam apenas duas opções, o gás e o óleo, em geral, o óleo de baleia.;
  •   O nascimento deste tipo de lâmpada reduziu sensivelmente a poluição por monóxido de carbono, e porque? Porque o gás usado nas luzes urbanas quando estas eram alimentadas por gás, vinha do carvão. A extração deste gás, vem de um processo extremamente sujo, altamente poluente, esta lâmpada, elimina a necessidade de grandes usinas de gás em áreas urbanas, melhorando assim as condições de vida da população.
  Relativo ao desempenho e durabilidade das lâmpadas de arco carbono, podemos dizer que estas lâmpadas eram sem dúvida muito superiores aos lampiões a gás, óleo, ou querosene utilizado nas ruas e industrias nos séculos XIX e início do século XX, já que contavam com um rendimento luminoso compreendido entre 2 e 7 lúmens por watt, algo bem melhor que qualquer fonte baseada em combustíveis fósseis. Sua durabilidade girava em torno de 75 e 175 horas de vida útil, posteriormente, entretanto, por volta de 1911 foram introduzidos eletrodos de magnetita em substituição aos eletrodos de carbono, neste caso, as lâmpadas passaram a atingir 600h de vida útil, um recorde.
  Mesmo oferecendo tão baixa durabilidade, as lâmpadas de carbono foram uma revolução para sua época, pois frente as fontes de luz baseadas em combustíveis uma vez que estas lâmpadas requeriam menor manutenção, e tinham a possibilidade de serem "ressuscitadas" através de uma simples troca de eletrodos, além disto, havia a praticidade de se acionar as lâmpadas de forma remota já que estas eram lâmpadas elétricas obviamente, enquanto os lampiões e antigas lanternas a querosene tinham que ser acesas manualmente ponto a ponto.
  Além dos pequenos inconvenientes relativos a durabilidade das barras de carbono, havia um outro pequeno grande problema com este tipo de lâmpada, a necessidade de um sistema de regulagem de tensão associado a um mecanismo que fazia com que os eletrodos se auto ajustassem a medida que estes fossem se consumindo, isto evitava a necessidade da intervenção humana durante o funcionamento da lâmpada tal sistema era composto por um reator que funcionava como limitador de corrente, como nas lâmpadas de descarga atuais, e um sistema mecânico que era calibrado de forma a fazer as barras de carvão ir variando sua distância relativa de forma adequada a medida que estas fossem queimando, já que um arco curto demais produziria uma luz muito fraca, e um arco muito longo produziria lampejos, ou seja, flashes, assim sendo, este tipo de lâmpada era composta por uma peça bastante robusta, tal como mostrado nas fotos abaixo.
 



  Agora falaremos um pouco mais das características da peça que constitui a lâmpada de arco carbono. Primeiramente, esta lâmpada possui uma base que funciona como alojamento da bobina que atua como reator, e mecanismo regulador da distância entre os eletrodos. Esta base também tem função estética, pois a lâmpada é também a luminária. Desta base emergem os condutores elétricos, nos quais são fixos duas barras de carbono que são colocadas contato(inicialmente) e em seguida começam a queimar produzindo luz. A lâmpada também possui um globo de vidro que ajuda a proteger os eletrodos do ar frio, elevando um pouco a eficiência, mas trazendo um inconveniente, a foligem dos eletrodos acaba deixando este globo preto com o passar do tempo, exigindo desta forma uma limpeza periódica deste.

  Aspectos positivos da tecnologia:
  Listando alguns dos principais aspectos positivos desta tecnologia, podemos citar.

  • Boa eficiência luminosa.
  • Vida útil elevada em relação as antigas lanternas e lampiões a óleo, gás e querosene.
  • Menor impacto ambiental nas cidades.
  • Menor impacto ambiental na natureza(não utiliza óleos e nem gás).
  Aspectos negativos da tecnologia:


     Listando agora alguns dos principais aspectos negativos desta tecnologia, podemos citar.
    • Elevada emissão de radiofrequência, o que viria a interferir em aparelhos de rádio.
    • Emissão de radiação ultravioleta nociva.
    • Custo de produção relativamente alto.
    • Relativamente complexa.










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